Memória. A minha é recente. Mas garanto, é intensa. Não consigo transpor em palavras. Mas chorei, de sorri e mais uma vez me apaixonei, por toda a minha vida. Eu pensei que era mais uma daqueles sessões de cinema, sozinha. É, eu tava triste no início. Eu queria companhia naquele momento. Mas eis que eu estava errada. Não era um filme qualquer. Não era um público qualquer. Era a torcida vermelho e branco. Eu não estava sozinha. E na poltrona em minha frente, Chico Spina.
Então, o emoção começa a ser projetada. Da sala do cinema para o Beira-Rio. É a história de um time, com 100 anos de vitórias e também derrotas. Mas, uma torcida apaixonada. Uma torcida de todas as idades. Uma torcida que sofre, teme e chora. Chora de tristeza, de alegria por seu time. Por uma paixão que não se explica. Essa é a magia do futebol. Sentimentos aflorados, Todo mundo ali, torcendo, amando algo que não teu, mas é teu e todos aqueles que se vestem de vermelho e branco. Que tatuam o símbolo do Inter no braço, que vendem eletrodomésticos e móveis para ir ver seu time campeão no Japão. É a tão esperada vitória da minha geração. E o legal foi também a surpresa de rever meu professor de geografia lá, contando a nossa história.
Eu queria mais. Eu me senti mais. Ao meu lado, um senhor tinha espasmos ocasionados pela lembrança do time de 60, 70, 80 com Tesourinha, Escurinho e Falcão e outros tantos. Uma memória que eu não compartilho, mas sinto. É como se eu estivesse lá. Em 1900 e tantos gols. Não adianta brigar com ele quando perde, dizer que não vai mais torcer, que não quer mais saber, porque no outro jogo tá todo mundo lá de novo, mais uma vez para gritar…COLORADO COLORADO NADA VAI NOS SEPARAR….
Juliana CC

Ficha técnica:
Diretor: Saturnino Rocha
Roteiro: Luiz Augusto Fischer
Montagem: Giba Assis Brasil
Produção: Gustavo Ioschpe
Trilha Sonora: Fornazzo
Direção de Fotografia: Eduardo Izquierdo e Jorge Henrique ‘Boca’
Edição de Som e Mixagem: Lucio Dorfman
2 Comentários
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po, queria muito ter ido ontem… de qualquer forma, assim como O Gigante, verei nas telonas, não somente para apoiar o Inter e o pessoal que fez o filme, mas para sentir isso mais perto.
Estive pensando no meu amor pelo Inter, mas essas coisas nunca devem ser pensadas. Eu só cheguei em uma palavra abstrata. A paixão pelo Inter é transcendental!
besossss
Oi Juzinha…
Bah. To louco pra ver o filme…
achei ótima a ideia. pelo texto, dá pra ver q é uma bela narrativa…
bjão.